Rotatividade alta custa caro e desgasta a equipe. Veja como medir, entender as causas e o que fazer desde o recrutamento.
Em funções operacionais — logística, produção, atendimento e serviços —, a rotatividade costuma ser mais alta do que em outras áreas. Cada saída gera custos de desligamento, novo recrutamento, treinamento e perda de produtividade, além de sobrecarregar quem fica. Reduzir a rotatividade começa por medir e entender por que as pessoas estão saindo.
Como calcular a rotatividade
Uma fórmula bastante usada é:
Rotatividade (%) = [(admissões + desligamentos) ÷ 2] ÷ número médio de funcionários no período × 100
Exemplo: em um mês com 6 admissões, 4 desligamentos e 100 funcionários em média, a rotatividade é de 5%. Acompanhe o indicador mês a mês e separe por área, função e tempo de casa — desligamentos nos primeiros 90 dias costumam apontar para problemas de recrutamento e integração.
Causas mais comuns em cargos operacionais
- Expectativa diferente da realidade: a vaga foi apresentada de um jeito e a rotina é outra.
- Deslocamento: trajetos longos, baldeações e horários de ônibus incompatíveis com o turno.
- Escala e jornada que não combinam com a vida do profissional.
- Liderança imediata: a relação com o supervisor pesa muito na decisão de ficar.
- Integração fraca: o novo funcionário é colocado na operação sem treinamento.
- Remuneração e benefícios abaixo do praticado na região para a mesma função.
O que fazer desde o recrutamento
- Descreva a vaga com realismo, incluindo escala, esforço físico e metas. Veja como escrever uma boa descrição de vaga.
- Considere o local de moradia na triagem: uma distância que parece pequena no mapa pode significar horas no transporte.
- Valide disponibilidade e comportamento, não só experiência: frequência, pontualidade e histórico de permanência nos empregos anteriores.
- Apresente poucos candidatos, bem contextualizados, em vez de uma pilha de currículos.
O que fazer depois da contratação
- Integração estruturada nos primeiros dias, com alguém responsável por acompanhar o novo funcionário;
- conversas de acompanhamento aos 30, 60 e 90 dias;
- entrevista de desligamento para registrar os motivos reais de saída;
- preparo das lideranças para dar retorno e resolver conflitos.
Registre e aprenda
Cada desligamento traz uma informação sobre o processo. Quando os motivos são registrados e analisados, a empresa descobre padrões — um turno específico, uma liderança, um perfil de contratação — e consegue agir sobre a causa, e não apenas repor vagas.
A metodologia da Drabaso RH inclui acompanhamento após a contratação e registro de aprendizados para os próximos processos. Conheça como trabalhamos ou fale com a nossa equipe.